segunda-feira, 10 de julho de 2017

Por: Pedro Dória

O longa-metragem, “O Menino do Pijama Listrado”, narra a história de um garoto chamado Bruno, conjuntamente com a sua família, no período histórico da Segunda Guerra Mundial, ápice do nazismo, na qual se ressalta no filme a utilização dos campos de concentração onde viviam todos aqueles definidos como não arianos, especificamente, judeus, ciganos, comunistas, testemunhas de Jeová, entre outros segmentos sociais, em condições extremamente desumanas e árduas.

Em primeira análise, o início do filme é marcado pelo transcurso de mudanças. Dessa maneira, Bruno e sua família são deslocados para uma área isolada próxima de um campo de concentração, até então desconhecido pelo garoto. Importante salientar que o próprio pai da família era oficial de alto escalão do grupo militar SS, reconhecida pelos seus ideais de forte adesão a Adolf Hitler. Ao longo das cenas, é demonstrada certa discriminação perante as pessoas residentes naquele campo, a exemplificar o trabalhador que o protagonista vê em sua casa, trajando roupas listradas (uniformes típicos dos marginalizados pelos nazistas), e sendo afastado e humilhado pelos familiares do garoto, a acentuar a curiosidade deste, pelos fatos que estavam a acontecer. Assim, com tais fatos expostos pelo filme, é notória a indiferença e a apatia exacerbada dos alemães diante da população por eles segregada injustamente.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Por: Gustavo Santos*

O filme “Dr. Fantástico”, dirigido pelo cineasta Stanley Kubrick e lançado em 1964, apresenta as configurações, em tom jocoso, do período conhecido como Guerra Fria, quando os grandes sistemas políticos mediram esforços em diversas esferas. Nesta obra, a trama se inicia com o inesperado ataque soviético em território americano, que, por consequência, exigia retaliação máxima, de forma a eliminar os possíveis danos.

É nessa perspectiva que se apresentam algumas personagens fundamentais, como o general Ripper e o comandante Mandraque. O oficial de maior patente encontra-se enfurecido com a guerra e emite alerta de emergência, alegando retaliação ao ataque dos “russos”. Comando atendido, 34 aviões portadores de ogivas nucleares são enviados em direção ao bloco comunista, com ordens de lançar os mísseis imediatamente. Essa cena, particularmente, remonta à Crise dos Mísseis em Cuba, dois anos antes da exposição da obra, quando caças americanos entraram em solo soviético, levando a extinta URSS a instalar mísseis em Cuba sob a iminência de ataque, a poucos quilômetros dos Estados Unidos.
segunda-feira, 26 de junho de 2017

Por: José Igor*

De opinião controversa a filosofia é definida por alguns como a arte do questionamento, do por que, do esforço racional para entender algo ou alguma coisa. Àqueles que talvez preferem a comodidade à inquietação, a veem como desnecessária ou de pouca eficácia. Entretanto, faz-se necessário, nos tempos atuais, em que somos bombardeados por informações das mais diversas naturezas, adotar uma espécie de filtro como postura, afim de sermos seletivos naquilo que exerce ou não alguma sorte de influência sobre nós, a isso chamamos de senso crítico. Nesse itinerário, a mãe de todas as ciências, se apresenta como mestra e pedagoga a fim de conduzir-nos a uma reflexão séria e verdadeira.

Longe de querer adotar uma postura “do contra”, a pratica filosófica baseia-se em questões que na sua grande maioria são ditas existenciais, ou seja, que fazem referência direta a vida, por isso incomoda tanto. Na grande maioria dos casos, ouve-se dizer que são perguntas, ditas popularmente, como sem resposta. Indagações tais como: “De onde venho?”, “Quem sou eu?”, “Para onde vou?”, são pontos de partida de uma série de suas meditações. Nos debruçaremos sobre esta última, para que pensemos: “Para onde vamos? Aonde queremos chegar?”.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Por: Maria Paula*

“O homem é lobo do próprio homem”. Épico, chocante e acima de tudo verossímil, A lista de Schindler (Schindler’s list) é uma produção cinematográfica mundialmente premiada e conhecida por retratar o drama cotidiano dos judeus poloneses durante a Segunda Guerra Mundial. O contexto evidenciado pelo filme, contudo, não se encerra no nacionalismo cruelmente segregativo nazifascista: a zoomorfização e mercantilização do ser humano são temáticas contidas no decorrer do longa que remetem claramente à máxima hobbesiana.

No cenário prévio à “Solução Final”, a população judia vivia em guetos e, neles, Oskar Schindler encontrou mão-de-obra barata e expropriada para compor sua indústria de esmaltados. Aliás, ele não foi o único que, de forma oportunista e imoral, capitalizou o impacto social e político da ocupação da Polônia pelas forças alemãs. Tal posicionamento leva à constatação de que a responsabilidade pelo holocausto não pode ser atribuída unicamente à imagem de Adolf Hitler: apesar do domínio carismático exercido por ele, a mentalidade do povo germânico, que assistiu e apoiou a violação dos direitos civis dos judeus, estava repleta de crenças de teor discriminatório que proporcionaram a construção do líder.

segunda-feira, 19 de junho de 2017
Por: Camila Corrêa.

O Patrimônio Público é definido como um conjunto de bens, direitos e deveres pertencentes a todos os cidadãos. Uma biblioteca municipal, por exemplo, pode ser incluída nesse conceito, já que qualquer um tem acesso a ela. Contudo, apesar desse patrimônio servir para atender às necessidades da população, muitas vezes a própria acaba sendo responsável por sua depredação.

O descuido com os bens populares se tornou uma situação comum em muitos lugares. A cada canto, é possível observar paredes de escolas pichadas, prédios destruídos, lixo nas ruas, entre outras coisas que passam despercebidos pelos moradores das cidades. Quando se dão conta do estado de calamidade do local em que vivem, a atitude tomada imediatamente é reclamar do governo, não vendo que aquilo é, por vezes, resultado de suas ações.