sábado, 6 de julho de 2013
De alpercatas e gibão, a quadrilha lagartense mantém acesa a chama de uma tradição que encanta gerações.


O mês de junho guarda em sua essência raízes de um povo que soube como poucos agregar valores regionais a uma cultura originalmente religiosa. Dentre tantas representatividades dos festejos juninos, uma em particular nos chama atenção: a quadrilha, dança de origem francesa trazida para o Brasil pelos portugueses no período da colonização. Porém, ganhando novos traços tipicamente nordestinos, hoje a dança que em outrora deslumbrava os salões da corte portuguesa encanta e enche de alegria as salas de rebolco do nordeste brasileiro.

Se o tocante é quadrilha junina, a cidade de Lagarto não deixa a desejar, pois foram muitas quadrilhas que no percurso de uma história não muito distante, deixaram suas marcas em um terreno nada fácil de prosseguir e de marcar trajetórias de conquistas. “Na minha quadrilha só tem gente que brilha, só tem gente que brilha na minha quadrilha...”, já cantava Alcymar Monteiro. E assim, com muito brilho, esforço e união, foi que nos torrões do povoado Coqueiro de Cima, há exatos 21 anos, nascia uma das mais belas e tradicionais quadrilhas do agreste sergipano.

Professora Vera (Foto: Arquivo Pessoal)
A arte de ensinar, longe de ser uma tarefa fácil, é antes de tudo uma autoavaliação em aprender. Quando se ensina, abre-se um leque de novas descobertas e realidades ao aprendiz. Assim, o educador deve ser um elo entre o aluno e o conhecimento. Alguns educadores, por estarem há muito em sala de aula, não se encontram motivados e consequentemente não conseguem acompanhar o ritmo e a modernidade presente no cotidiano dos estudantes.
Outros profissionais deixam as academias sem a preparação devida e se encontram em um cenário totalmente diferente do que imaginavam e almejavam, o que causa desistências e medos, proporcionando aos novos professores uma ausência constante de motivação. 

Porém, ainda existem na educação muitas fontes de inspirações, para os iniciantes e experientes professores que perderam a força de vontade para propagar a arte de educar. Um desses grandes exemplos na cidade de Lagarto pode ser encontrado nas aulas da jovem senhora, Vera Lúcia Morais.


Quantas vezes ficamos apreciando e nos emocionando com imagens, vídeos e noticiários de pessoas debilitadas fisicamente que não vêem em suas deficiências obstáculos para vencerem na vida. Em muitos momentos debruçamos nossos olhares para grandes empresários que um dia foram simples operários e que alcançaram o ápice em sua vidas (não cabe aqui discutirmos as razões).

Paramos para aplaudir artistas globais, atletas renomados e bem remunerados, enfim, figuras da grande mídia imersas nos grandes centros econômicos sejam eles nacionais ou internacionais.

É importante ressaltar que não há necessidade em centramos nossos olhares a plagas tão distantes, se ao nosso redor encontramos fontes de superação e conquistas, pessoas simples que devido a suas fragilidades, são tratadas com desprezo e preconceito, sendo colocadas a viverem a margem da sociedade.

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Renato Araujo Chagas, graduando em História pela Universidade Federal de Sergipe.

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